A construção habitacional como nova atividade profissional

É muito comum encontrarmos pessoas interessadas em deixar seu emprego com a intenção de migrar para esta atividade.

É fundamental que essa pessoa conheça bem suas expectativas a esse respeito, não perdendo de vista que esta é uma atividade cujos ciclos são de média duração, levando, muitas vezes mais de 12 meses para serem concluídos, e que sua manutenção financeira se dará a partir das retiradas mensais relativas à taxa de administração de cada obra. Taxa esta que está inserida na análise de viabilidade do empreendimento.

Decidir quanto a tal mudança de rumo profissional na sua vida, exigirá algum conhecimento do “negócio construção”, especialmente quanto à lucratividade que se pode obter, a velocidade de venda do imóvel que será construído, o ciclo de vida de cada empreendimento, associado ao capital inicial aportado ao negócio, ou seja, se a intenção é, efetivamente, a mudança de rumo, há de se começar o negócio com capital suficiente que permita, desde o início, proporcionar giro a esse capital de forma a ter obras sendo executadas de maneira ininterrupta, para que assim sua base financeira de sustentação não fique comprometida.

Seria arriscado pautarmo-nos apenas naquela história, que certamente você já ouviu, a respeito do cidadão que começou construindo casinhas populares e hoje constrói prédios.

É claro que casos assim acontecem, contudo, se mergulharmos nos detalhes deste sucesso, saberemos que esta evolução não se deu apenas pelo giro de cada uma das suas construções individuais. Ele foi influenciado pelo tempo que este empreendedor está no mercado, pelo volume financeiro inicial aportado ao negócio, eventualmente, por aportes complementares ao longo do tempo, pela inserção de novos participantes ou parceiros, pela adoção de parceria com instituição financeira, a existência de políticas públicas de estimulo ao setor, etc. E essas são algumas das variáveis que você terá de colocar na sua base de análise.

Agora, se o capital que possui for suficiente para construir poucas unidades, de forma a perceber que seu giro poderá sofrer interrupções afetado pela velocidade de venda desses imóveis, você estará diante de uma situação com risco maior, para a tomada de decisão que está em análise.

Não havendo segurança de que a migração de atividade profissional seja viável, a melhor opção é ter a construção como “plano B” até que a dinâmica do negócio se apresente viável para a efetivação desta mudança.”

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Sobre Frederico Sundfeld

É engenheiro civil, perito em avaliação de empresas e projetos e também apto e habilitado para atuar nas diversas ações e procedimentos do direito imobiliário.